
Nunca tinha gostado tanto de um disco da Shakira desde
Pies Descalços (aquele que teve divulgação até no Faustão). Não conseguia aceitar a fase Shakira “sex-symbol”, achava meio forçado – até
She Wolf. Confesso: a primeira vez que ouvi o uivo da loba achei de uma breguice sem tamanho. Mas a canção cresce e quando você presta atenção na letra já se rendeu ao "dance-eletrônico com um grande feeling disco" (palavras do PopJustice).
O video (com direito a remelexo de quadris dentro de uma vagina!) reforça a mensagem “ok, você pode ser o que quiser” – até mesmo uma colombiana fazendo electro-pop para o mundo ouvir.
“Did it Again” tem bateria-escola-de-samba.
“Long Time” é o regatton encontrando o Ace of Base.
“Why Wait” apela para os batuques irresistíveis de Pharell Willians que em
“Good Stuff” recicla a base de
“Lonely” da Britney – nesta canção Shakira mostra que é possível fazer pop com bons versos. Daí já vale a pena pular para a baladinha
“Gypsy” com cara de hit do verão (já tocou no Ugly Betty onde a cantora fez um feat. recente).
“Spy” é o repeteco da parceria com o Wyclef Jean, tem clima de pista e traz a moça imitando trompetes (!). O resto é filler…
É o disco responsável por consolidar Shakira como a colombiana preferida do mundo. Quando é que vai surgir uma correspondente aqui no Brasil? Eu apostei todas minhas fichas na Kelly Key e perdi feio… Novas sugestões?